305-1 - 1ª Turma de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio

305-1 - 1ª Turma de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio
Primeira Aula de Anatomia Humana - Profª Drª Vanessa Bitú

quarta-feira, 20 de junho de 2012

RESUMO DE ARTIGO


Faculdade de Ciências Aplicadas Dr. Leão Sampaio
Disciplina: Pré-clínica I

Bruxismo e apertamento Dental - Uma conduta clínica racional
Claudio R. Leles & Mauro de Melo
ROBRAC – Revista Odontológica do Brasil Central 5(15), 1995

Dupla 02: Ana Luisa Lima Oliveira; Pedro Ikaro Borges David

A atrição rítmica dos dentes em movimentos não-mastigatórios involuntários ocorridos durante o sono é definida como bruxismo, distúrbio que também apresenta reflexos diários denominados apertamento dental. Tal atrição encontra-se intimamente ligada a dores e disfunções temporomandibulares e sua predominância se dá em indivíduos do sexo feminino.
O numero de casos de bruxismo é elevado, mas felizmente grande parte acontece esporadicamente e sem alterações significativas; porém nota-se desgaste dental acentuado, mialgia, desordens articulares e comprometimento periodontal em aproximadamente 10 a 15% dos casos.
Estudos comprovam que as experiências emocionais do pré-sono podem afetar diversos aspectos do sono, ou seja, os hábitos diurnos influenciam os noturnos, o que correlaciona o bruxismo com hábitos posturais, hiperatividade muscular, estresse, depressão e relaciona intimamente a etiologia do distúrbio com transtornos comportamentais/emocionais, caracterizando-o assim como uma desordem proveniente do sistema nervoso central sem relação direta com condições físicas locais como a maloclusão.
Levando em consideração que o bruxismo é uma desordem de etiologia multifatorial, faz-se interessante utilizar no diagnóstico além do exame intra-oral o exame anamnetico.
A atividade parafuncional noturna pode ser apresentada tanto por indivíduos normais quanto por portadores da patologia, porém são fatores como duração e intensidade das contrações musculares que serão os pontos diferenciais no diagnóstico. Em alguns casos, a intensidade chega a superar a força de apertamento voluntário máximo, o que é explicado pela falta de mecanismos proprioceptivos durante o sono. Devido à aplicação dessa força excessiva, os portadores do distúrbio apresentam dor e fadiga muscular regionalizadas, que podem, a longo prazo, evoluir para hipertrofia e fibrose muscular localizada. Nota-se ainda limitação da abertura da boca e cefaléia por tensão muscular e vale lembrar que muitos dos portadores não são cientes dos hábitos que possuem.
O bruxismo ainda não possui tratamento definitivo, porém levando em consideração a sua etiologia, é realizado o controle das suas causas primárias visando reduzir hiperatividade e tensão psíquica, eliminar sinais e sintomas, reduzir o comprometimento oclusal e interromper o padrão neuromuscular da parafunção. Busca-se a utilização de placas oclusais, bloqueio anestésico associado à fisioterapia entre outros, tendo como objetivo aliviar a sintomatologia aguda.

LELES, C., MELO, M.. Bruxismo e apertamento dental: uma conduta clínica racional. Revista Odontológica do Brasil Central, América do Norte, 5, abr. 2010. Disponível em: http://www.robrac.org.br/seer/index.php/ROBRAC/article/view/351/319

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