305-1 - 1ª Turma de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio

305-1 - 1ª Turma de Odontologia da Faculdade Leão Sampaio
Primeira Aula de Anatomia Humana - Profª Drª Vanessa Bitú

quinta-feira, 21 de junho de 2012

RESUMO DE ARTIGO


RESUMO DE PRÉ CLINICA 1
JOAO RICARDO LOPES DA SILVA
MARTA VIRNA MÁXIMO PEREIRA
Prevalência das facetas de desgaste e sua relação com aspectos oclusais e hábitos parafuncionais
AUTORES
Filipe Augusto Marini LOPES, Carlos dos Reis Pereira de ARAÚJO, Paulo César Rodrigues CONTI, Cristiane TOMASI
Revista de Odontologia da UNESP. 2007; 36(1): 47-52
O estudo avaliou a prevalência, a extensão e a severidade das facetas de desgaste presentes em 60 alunos do primeiro ano dos cursos de Odontologia e Fonoaudiologia na Universidade de São Paulo, campus Bauru, sendo que estes tinham idades entre 17 e 24 anos.
Facetas de desgaste dental são características comuns a população, podendo se como desgastes variantes de pequenas proporções restritas ao esmalte podendo chegar a grandes destruições atingem a dentina.
O desgaste pode ocorrer por abrasão, corrosão ou atrição dos elementos dentários sendo que o estudo não buscou discriminar essas três classes, observando apenas a simples presença de desgaste de face dental sem atentar para maiores especificações sobre as suas etiologias, em vista destas serem compostas por vasta gama de possibilidades e este não ser o foco da equipe de pesquisa.
Para coletar os dados foram utilizados questionários em conjunto com exames clínicos sendo que as facetas de desgaste puderam ser avaliadas de maneira intra-oral e com o auxílio de modelos de gesso.
Pode-se observar com esse estudo que todos os participantes apresentaram facetas de desgaste, além de constatar que os caninos foram os dentes mais afetados, não se encontrando distinção significativa entre os gêneros.
Sendo que foi possível estabelecer relação estatística entre as facetas de desgaste que se apresentavam nos pré-molares esquerdos com os estudantes que apresentavam função em grupo nos movimentos excursivo.
Em relação a hábitos parafuncionais pode-se notar correlação estatística entre o hábito de apertamento desgaste nos incisivos esquerdos como também entre o hábito deletério de ranger e o desgaste nos caninos esquerdos.

RESUMO DE ARTIGO


RESUMO DE PRÉ CLINICA 1 TURMA 305.3

ANNI CALOU TORRES

RESOLUTIVIDADE ESTÉTICA E FUNCIONAL EM PACIENTE BRUXISTA:
RELATO DE CASO

Daniela Sales de Assis BORGES

Marilene de Oliveira TRINDADE

Flávia Maria Nassar de VASCONCELOS

INTERNATIONAL JOURNAL OF DENTISTRY, RECIFE, 1(2): 67-72 ABRIL/ JUN 2006

As funções do sistema estomatognático compreendem a mastigação, deglutição e fonação, logo deve haver um equilíbrio entre as suas estruturas para evitar danos entre as mesmas.
Nesse sentido ocorrem desordens do sistema como o bruxismo, onde seus portadores buscam cada vez mais por tratamento odontológico visando reestabelecer uma condição oclusal mais confortável.
É sabido que apenas o fator oclusal não é capaz de alterar a normalidade sendo que este apenas agrava um quadro de desordem geral que envolve vários outros fatores, logo quando um paciente tem bruxismo agravado por problemas oclusais sérios ele vai precisar de restauração do sistema mastigatório, tendo assim um ganho estético e emocional.
Para reeducar as posições oclusais pode-se usar As placas oclusais lisas ou pistas oclusais deslizantes de Nóbilo, visando estabelecer uma relação musculo esquelética que deixe os côndilos numa posição mais estável (rc=mih) que melhora a oclusão dental e conferindo estabilidade ortopédica.
Conseguindo-se reestabelecer essa relação musculo esquelética o tratamento deve evoluir para uma reabilitação que restauração e ou próteses.
Quando se refere a movimento para funcional esse termo indica um movimento desnecessário que só pode resultar em dano as estruturas, esses movimentos tem forças consideráveis e ocorrem geralmente quando o paciente está inconsciente não havendo propriocepção que proteja as estruturas.
O objetivo do trabalho foi descrever um estudo de caso clínico de um paciente bruxista com graves perdas de elementos dentários.
O caso relata um paciente SCC de 49 anos, do sexo masculino, que procurou a Clínica Integrada da Faculdade de Odontologia na Universidade Federal de Pernambuco, buscando um tratamento protético restaurador.
Ele passou por uma anamnese, onde observou-se traços de ansiedade sendo que o mesmo se queixava de bruxismo excêntrico, além de dor nos músculos masseter e temporal anterior.
Após o exame intra-oral, pode-se perceber um desgaste acentuado nos dentes 12, 11, 21, 22 e 23, além desgaste do terço incisal dos 33, 32, 31, 41, 42 e 43 possuindo também necessidade de restaurações ocluso-proximais dos elementos 34 e 35. Por fim os demais dentes estavam ausentes.
O periodonto e as mucosas estavam normais sendo que ele precisava de endotontia em alguns elementos relacionados ao desgaste, para esse paciente foi feito um plano de tratamento que consistia em, tratamento endodôntico dos elementos 11, 21, 22 e 23,confecção de pistas deslizantes de Nóbilo para reprogramação neuromuscular, restaurar dos dentes remanescentes na nova dimensão vertical e confecção de próteses parciais removíveis definitivas (superior e inferior).
Sendo estes passos realizados concomitantemente para otimizar o tempo do paciente e da equipe, o grupo responsável pelo tratamento conseguiu devolver uma situação oclusal mais confortável, estética e funcional para o paciente.

RESUMO DE ARTIGO


Bruxismo do sono


Alunos: THAYNNE HERMYLLE PEREIRA DA SILVA 
              ARIANE DE OLIVEIRA SANTANA

AUTORA: Cristiane Rufino de Macedo
R Dental Press Ortodon Ortop Facial
Maringá, volume 13, número. 2, mar./abr. 2008

 
O bruxismo do sono é uma atividade oral que se caracteriza pelo ranger ou apertar dos dentes durante o sono, podendo estar associado com o despertar em períodos curtos com duração de 3 a 15 segundos também conhecido como microdespertares. Alguns sinonímias são utilizadas para descrever a doença, como por exemplo: neurose do hábito oclusal, neuralgia traumática, bruxomania, friccionar- ranger de  dentes, briquismo, apertamento e parafunção oral. O bruxismo do sono se diferencia do bruxismo diaurno por  por envolver: diferentes estados de consciência ou seja, sono e virgília; e difernetes estados fisiológicos com diferentes influências na excitabilidade oral motora. Sendo assim o bruxismo diurno caracterza-se por uma atividade semivoluntária da mandíbula, apertando os dentes o indivíduo estando acordado onde geralmente não ocorre o ranger dos dentes e geralmente está relacionado a um hábito. Diferente do bruxismo diurno, o bruxismo do sono é uma atividade inconsciente de ranger os dentes com produção de sons , onde o indivíduo encontra-se dormindo. O bruxismo diurno é subdividido em duas classes primário ou secundário. O primário se classifica por ser idiopático, não está relacionado a nenhuma causa médica evidente, clínica ou psiquiátrica. Esta forma  primária pode ser considerado com um distúrbio crônico persistente com evolução a partir do seu aparecimento na infância ou adolescência para idade adulta. Já em relação ao bruxismo secundário está associado a outros transtornos clínicos: neurológicos como por exemplo na doença de Parkinson; psiquiátricos; nos casos de depressão; outros transtornos do sono, como apeia;  e uso de drogas, como as anfetaminas. Não existe prevalência exata para esse distúrbio. Isso ocorre devido aos estudos epidemiolágicos serem baseados em populações e metodologias diferentes. Sendo assim essa prevalência é imprecisa devido as pesquisas serem realizadas em pessoas que dormeem sozinhas e não tem consciências dos sons produzidos durante o seu sono, também os questionários podem ser preenchidos por portadores ou familiares com diferentes definições clínicas e diferentes sintomatologia. Mesmo assim, estudos mostram que a prevalência em crianças maiores de 11 anos de idade é a mais alta e assim essas taxa diminuem ao longo da vida. A prevalência em idoso deve ser mais em pacientes que usam próteses totais em acrílico previnem os sons de ranger de dentes. ainda em relação ao gênero, estudos mostram que não tem nenhuma diferença encontrada nos indicadores de prevalência. De acordo com pesquisas alguns fatores de risco estão associados ao bruxismo do sono, entre eles destacam-se: idade, tabaco álcool ,cafeína, fatores psicológicos , como estresse e personalidade estando também relacionados a fatores etiológicos. A incidência do microdespertar está associada a uma alta freqüência da alta muscular mastigatória. Além dos microdespertares existem indícios da participação de substâncias neuroquímicas no bruxismo. A serotonina tem um importante papel na fisiopatologia do bruxismo, drogas que são inibidoras seletivas da receptação da serotonina tais como: a fluoxetina, paroxetina, entre outras tem sido responsáveis por ranger os dentes. Basicamente o diagnóstico clínico tem sido baseado no relato de ranger os dentes ocorrido durante o sono associado a dor e a tensão nos músculos da face ao acordar. Alguns sinais também são utilizados como diagnóstico como, por exemplo: o desgaste anormal dos dentes e a hipertrofia do masseter. Mesmo assim esses achados são duvidosos pois podem ter ocorrido anteriormente ao evento e secundário ao hábito voluntário de apertar os dentes. Outro diagnóstico clínico pode ser a polissonografia onde irá identificar episódios de bruxismo durante a noite de sono. É importante utilizar o eletroencefalograma, eletre-oculograma e eletromiografia, resistro audiovisual, para que possa observar os sons de ranger de dentes e alguma atividades bucomandibulares, tais como salivação, deglutição, tosse, vocalização que representa 30% das atividades bucais durante o sono, podendo ser confundidas com episódios de bruxismo do sono.Alguns tratamentos tem sido utilizados com: farmacológico ( em casos agudo e grave, por um período curto de tempo, como depressivos e relaxantes musculares), psicológico ( pode ser realizado o controle de estresse e em técnicas de relaxamento, mas nenhum com fortes evidências) e o tratamento odontológico ( ajuste oclusal, restauração da superfície dentária, tratamento ortodôntico e placas oclusais). Atualmente o mais utilizado é o de placas oclusais. Estudos realizado mostraram que o uso dessas placas não traz a cura do bruxismo, mas diminui o desgaste dos dentes. Diante do exposto, percebe-se a necessidade de estudo a cerca do bruxismo do sono, pois não há tratamento eficaz para tal patologia, pois ainda é algo para ser desvendado.

RESUMO DE ARTIGO


INSTITUIÇÃO: FACULDADE LEÃO SAMPAIO
CURSO: ODONTOLOGIA-TURMA 305.3
DISCIPLINA: PRÉ-CLINICA1
PROFESSOR: FERNANDO GONÇALVES
ALUNA: MARIA ERIDAN MOREIRA DE OLIVEIRA

Resumo do artigo:
 (Prevalência de sinais e sintomas de disfunção Temporomandibular em mulheres com cervicalgia e lombalgia)
 
O artigo apresenta um estudo que têm como objetivo analisar a prevalência de sinais e sintomas de DTM em mulheres com cervicalgia e lombalgia, para tanto, foi observado atentamente as alterações posturais das quais grande parte da população se queixa, além de ser mostrado também a forte influência que o posicionamento da coluna cervical têm sobre a face, tais alterações podem levar a disfunção da DTM.
  O estudo foi realizado com mulheres em uma faixa etária que se encontra entre 19 e 51 anos, em uma clinica de fisioterapia, elas foram examinadas e assim pôde ser analisada a relação entre elas com cervicalgia e lombalgia  e os sintomas de  DTM.
  Após realizado o estudo, foi observado que  a maioria das mulheres que apresentavam dor cervical, 75% tinham associada dor na articulação temporomandibular,  isso porque a coluna  cervical está muito ligada com a face sendo interligados pelos músculos esternocleidomastóideo que se origina na parte média da clavícula  e face superior e lateral do manúbrio do osso esterno  dirigindo-se superior e posteriormente para se inserir no processo mastoide do osso temporal e  o trapézio que se origina na face externa do osso occipital, no ligamento da nuca e no processo espinhoso da sétima vertebra cervical e de todas as torácicas se inserindo no terço lateral da clavícula, no acrômio e na espinha da escapula, já entre as que apresentavam lombalgia não houve muita associação com as dores da atm, pois a lombar não estar tão ligada aos músculos da face.
  As dores nas atms também podem estar relacionadas à má oclusão e a falta de dentes por isso deve ser feito um estudo multidisciplinar onde fisioterapeutas e dentistas devem trabalhar em conjunto buscando encontrar a causa do problema.

  Como conclusão do estudo é destacada um aumento da prevalência de sinais e sintomas de DTM em pacientes com cervicalgia por ela estar tão relacionada com os músculos da face, supra e infra hioideos e os  músculos da mastigação.




Dados bibliográficos
Autores do texto original: Juliana de Paiva Tosato, Tabajara de Oliveira Gonzalez, Luciana Maria Malosa Sampaio, João Carlos Ferrari Corrêa, Daniela Aparecida Biasotto-Gonzalez.
Revista: Arq. Méd. ABC
Data de publicação: dez. 2007
Volume/nº: 32(Supl. 2): S20-S22






REFERÊNCIAS
1. Riddle DL. Classification and low back pain: A review of the literature and critical analysis of selected systems. Physical therapy.
Low Back Pain Special Series 1998;78:708-37.
2. Hoppenfeld S. Propedêutica ortopédica: coluna e extremidades.
Rio de Janeiro: Atheneu; 1999.
3. Biasotto-Gonzales DA. Abordagem interdisciplinar das disfunções temporomandibulares. São Paulo: Editora Manole;
2005. 246 p.
4. Savalle WPM. Anatomia do aparelho mastigatório. In: Steenks
MH, Wijer A. Disfunções da articulação temporomandibular
do ponto de vista da Fisioterapia e da Odontologia. São Paulo:
Santos; 1996.
5. Okeson JP. Fundamentos de oclusão e desordens Temporomandibulares. São Paulo: Artes Médicas; 1992.
6. Landulpho AB, Silva WAB, Silva FA. Análise dos ruídos articulares
em pacientes com disfunção temporomandibular tratados com
aparelhos interoclusais. JBA 2003;3:112-7.
7. Molina OF. Fisiopatologia craniomandibular. Oclusão e ATM. São
Paulo: Pancast; 1989.
8. Michelotti A, Manzo P, Farella M, Martina R. Occlusion and
posture: is there evidence of correlation? Minerva Stomatol
1999;48(11):525-34.
9. Cauás M, Alves IF, Tenório K, Filho JBHC. Incidências de
hábitos parafuncionais e posturais em pacientes portadores de disfunção da articulação craniomandibular. Rev Cir
Traumatol Buco-Maxilo-Fac 2004;4:121-9.
10. Hertling D, Kessler RM. Management of common musculoskeletal
disorders physical therapy – principles and methods. New York:
Lippincott; 1996.
11. Calliet R. Neck and arm pain. 3
rd
 ed., FaDavis; 1991.
12. Siqueira JTT, Ching LH. Dor orofacial/ATM. Bases para diagnóstico
clínico. Curitiba, maio 1999.
13. Barbosa GAS et al. Distúrbios oclusais: Associação com a etiologia
ou uma conseqüência das disfunções temporomandibulares? JBA
2003;3:158-63.
14. Kierveskari P, Jamsat T, Alanen P. Occlusal adjustment and the
incidence of demand for temporomandibular disorder treatment.
J Prosthet Dent 1998;79(04):433-8.
15. Cooper BC, Cooper DL. Recognizing otolaryngologic symptoms in
patients with temporomandibular disorders. Cranio 1993;11:260-7.
16. Garcia AR, Ramos IM. Avaliação da presença de ruídos articulares
em uma população de adultos jovens. Rev Odontol Araçatuba
2002;23:46-53.
17. Neville BW, Dam DD. Patologia oral e maxilofacial. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan; 1998.
18. Lund JP, Widmer CG, Feine JS. Validity of diagnostic and monitoring tests used for temporomandibular disorders. J Dent Res
1995;74(4):1133-43.
19. Stetenga B. Classification of temporomandibular joint osteoarthrosis and internal derangement. J Craniomandib Pract
1992;10:96-106.
20. Mohl ND. Reliability and validity of diagnostic modalities for temporomandibular disorders. Adv Dent Res 1993;07:113-9.
21. Rocabado MS. Cabeza y cuello – tratamento articular. Buenos Aires:
Inter Médica; 1979.
22. Gadotti IC, Berzin F, Biasotto-Gonzalez. Preliminary rapport on
head posture and muscle activity in subjects with class I and II. .
J Oral Rehabil 2005;32:794-9.